O que passar em feridas superficiais de cavalo

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Em resumo

  • Antes de “passar algo”, limpe: soro fisiológico ou água filtrada! Se estiver muito sujo, com detritos e pelos, utilize um shampoo suave específico para cavalo, respeitando o ph e sem provocar ressecamento.
  • Arranhão, esfoladura e ralado leve se cuidam no manejo: limpar, proteger das moscas e manter a superfície protegida com curativo simples, com uma camada leve de Balm Derma Butter para ajudar na emoliência da pele. Os ativos das manteigas nobres auxiliam na redução da inflamação e no estímulo da produção do colágeno, que é o que vai realmente promover uma cicatrização rápida e segura.

  • Produtos com Iodo, clorexidina, água oxigenada, álcool e algumas pomadas debridantes tem seu papel e momento. É importante concentrar a desinfecção e o debridamento apenas em feridas infectadas e com tecido de granulação exuberante ativo, ainda assim com conduta bem reservada. Isso é trabalho do veterinário e ele deve avaliar e recomendar a melhor conduta. O uso desses produtos de forma indiscriminada pode atrasar a cicatrização, piorar a resposta do organismo do cavalo e deixar cicatrizes mais evidentes. Esses produtos matam as células que estão fechando a ferida.

    Além do risco de resistência bacteriana, o uso indevido de pomadas e medicamentos com antibióticos é proibido, e deve sempre ser prescrito pelo médico veterinário.
  • Ferida profunda, que não para de sangrar, perto de articulação, tendão ou olho, ou com “carne esponjosa” é coisa de veterinário. O improviso no primeiro cuidado pode definir o sucesso ou insucesso da recuperação do seu cavalo. Não deixe esse cuidado médico apenas quando estiver crítico, combinado?

Neste artigo

Cavalo se machuca, faz parte, e na hora do susto vem sempre a mesma pergunta: “o que eu passo nisso?”. O erro mais comum é passar um monte de coisas errada, inseticidas, produtos agressivos e diversas práticas (infelizmente) ainda muito comuns no manejo equino.

Hoje já sabemos que uma conduta de higiene simples, somada a um bom manejo da área ferida é mais do que sufiiciente (e recomendado) para um cavalo saudável cicatrizar um machucado superficial. Lembrando que os inseticidas e repelentes devem ser aplicados somente nas bordas dos machucados, nunca sobre eles. E utilizá-los apenas quando não é possível fazer um curativo simples que faça a barreira física para moscas e sujeiras do ambiente. O básico bem feito traz mais segurança e resultado do que as práticas antigas exageradas ou displicentes.

Cicatriz em potro: a recuperação

O que fazer primeiro quando o cavalo se machuca?

Limpar e olhar com calma. Se tiver sangrando muito, pressão direta com gaze limpa e chamar o veterinário. Se for superfivcial, lave com soro fisiológico ou água filtrada para tirar terra, areia e pelos, que é o que de fato infecta. Essa lavagem é metade do cuidado, e com a ferida limpa você enxerga o tamanho real dela: arranhão se resolve ali mesmo; ferida séria se reconhece e vira ligação pro veterinário.

O que passar em ferida de cavalo?

Em ferida limpa e superficial, menos é mais: manter limpa, protegida da sujeira e das moscas, e num ambiente umectado — é assim que a pele fecha melhor. Nas lesões do dia a dia (esfoladura, ralado leve, borda ressecada que já se refaz), o Balm Derma Butter dá conforto e mantém a área suavizada, em vez de deixar virar crosta dura. O que a ferida não quer: secar sob casca dura nem levar produto prejudica e atrapalha a cada curativo. E no verão, mosca em ferida é urgência à parte — o protocolo completo está em mosca na ferida do cavalo.

O que nunca passar em ferida (a não ser que o veterinário recomende)?

Produtos com iodo, clorexidina, água oxigenada, álcool, desinfetantes, unguento com inseticidas ou spray prata. Todos têm o mesmo defeito: são citotóxicos — matam bactéria, repelem mas matam junto as células novas que estavam fechando a ferida. O resultado é cicatrização mais lenta e recidiva. E nem pensar em esfregar o machucado, isso só vai retirar as células jovems de cicatrização que estão se desenvolvendo. A “ardência” que a tradição leu como remédio agindo é tecido vivo sendo agredido.

Cicatrizes de coice e mordida: o antes e depois

Por que ferida nas patas demanda mais atenção?

Porque o cavalo, principalmente nos membros, produz tecido de granulação em excesso — o “tecido de granulação exuberante”, ou proud flesh. Na perna há pouca pele sobrando, muito movimento e circulação difícil: em vez de fechar, a ferida forma aquela carne avermelhada que cresce acima da borda e impede a pele de recobrir. Uma vez instalado, o tecido exuberante costuma pedir manejo veterinário; a prevenção é ferida de membro limpa, protegida e acompanhada desde o primeiro dia. Muito importante manter um curativo limpo que feche e proteja o membro machucado. Se a ferida granula, coça muito e cresce nos meses mais quentes, o quadro pode ser outro: ferida de verão (habronemose).

Quando chamar o veterinário?

A lista é curta e clara: ferida profunda ou extensa, sangramento que não para com pressão, proximidade de articulação, tendão ou olho, ferida perfurante, cavalo mancando, material encravado, bordas que não se aproximam ou carne esponjosa aparecendo. Reconhecer a emergência é parte do bom cuidado. Não hesite e não demore no cuidado especializado.

Como apoiar a recuperação da pele depois?

Passada a emergência, é possível ajudar a recuperação da pele e pelos. O Balm Derma Butter da EQUI’B é um regenerador seguro para as feridas, bordas e na pele do entorno, pois mantém a região nutrida e confortável enquanto o tecido novo amadurece. Pele que se recompõe com a barreira respeitada devolve o pelo no lugar, com menos ocorrência de quelóides e pelos brancos.

Pós-cirurgia de potro: recuperação sem cicatriz

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bálsamo regenerador para pequenas lesões superficiais, bordas em recuperação e o retorno do pelo.

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nutre e acalma a pele ao redor da área em recuperação.

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protege a região das moscas (aplicado ao redor, nunca dentro da ferida aberta).

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Perguntas frequentes

O que passar em ferida de cavalo?

Primeiro limpe com soro fisiológico ou água limpa e contenha o sangramento. Numa lesão superficial, mantenha limpa, protegida das moscas e levemente umectada; um bálsamo regenerador ajuda nas bordas. Ferida séria pede veterinário.

Pode passar iodo ou clorexidina em ferida de cavalo?

Melhor deixar pro veterinário. Em repetição, iodo e clorexidina são tóxicos para as células que cicatrizam e atrasam a recuperação. Antisséptico só se necessário e diluído, na medida certa, de preferência orientado pelo veterinário.

Pode passar água oxigenada ou pinho sol em feridas?

Não. A água oxigenada destrói tecido saudável e o Pinho Sol é desinfetante de chão, irritante para pele viva. Os dois atrapalham a cicatrização. Ardência não é sinal de que está funcionando.

O que é a “carne esponjosa” na ferida do cavalo?

É o tecido de granulação exuberante (proud flesh), comum nas feridas de membro, quando o tecido cresce acima da borda e impede a pele de fechar. Costuma precisar de manejo veterinário; prevenir com ferida limpa e acompanhada é o melhor.

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