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Mosca de cavalo: quais são, o que cada uma faz na pele e como proteger o cavalo

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Em resumo

  • “Mosca de cavalo” não é uma espécie só: mosca-de-estábulo, mutuca, mosca doméstica, mosca-dos-chifres, maruim, borrachudo e a mosca dos ovos amarelos atacam partes diferentes do cavalo e deixam marcas diferentes.
  • As que picam tiram sangue e doem. As que não picam pousam em olho e ferida e levam a larva do Habronema para a lesão que não fecha.
  • Proteção que funciona é em camadas: ambiente, horário, máscara e capa, repelente sem álcool de longa duração e pele íntegra e limpa.
  • Ferida que não fecha, coceira com pelo arrancado, placa na orelha e urticária são caso de veterinário. Repelente dermocosmético repele e reduz a exposição; não trata doença.

Neste artigo

O cavalo bate o pé sem parar no piquete, abana o rabo, esfrega a crina na cerca. No fim do dia há sangue seco na barriga, uma ferida no canto do olho que não fecha há semanas e pontinhos amarelos colados nos pelos da perna. A pessoa chama tudo isso de “mosca de cavalo”. O termo é um só. As moscas, não.

Saber qual mosca está atacando muda a proteção: uma pica a perna de dia, outra vai na crina ao entardecer, outra nem pica, mas vive no olho e na ferida. Este artigo mostra quem é cada uma, com base em fontes veterinárias internacionais, e monta a proteção em camadas para o Brasil, com calor e chuva boa parte do ano, esterco no piquete e cavalo no pasto. O manejo do esterco em detalhe está em o que atrai mosca no cavalo, e a razão de o repelente durar pouco, em repelente para cavalo que dura.

Mosca de cavalo não é uma mosca só: o panorama

Nomes populares mudam de região para região. A tabela traz o popular e o científico, para você conversar com o veterinário sem ambiguidade, e resume o que as fontes listadas no fim descrevem para cada grupo.

MoscaOnde pica ou pousaO que causaComo proteger
Mosca-de-estábulo (Stomoxys calcitrans)Pernas, barriga e orelhasPicada dolorosa que fura a pele e sangra; cavalo bate o pé o dia inteiro; hospedeira do HabronemaRetirar esterco e matéria orgânica úmida; repelente em pernas e barriga; proteção de pernas
Mutuca (Tabanus, Chrysops)Barriga perto do umbigo, pernas, pescoço e cernelhaCorta a pele e lambe o sangue; dor e vergões; sangra depois que ela sai; ataques em massa tiram muito sangue; vetor mecânico de doenças, como a anemia infecciosa equinaSombra nas horas de sol; armadilhas; piquete longe de brejo; repelente ajuda pouco
Mosca doméstica e mosca-da-face (Musca)Olhos, narinas, boca e feridasNão pica; come lágrima, saliva, muco e secreção de ferida; irrita o olho; leva a larva do Habronema para feridas e olhosEsterco removido rápido; máscara; ferida limpa e coberta; repelente em creme na face
Mosca-dos-chifres (Haematobia irritans)Ombros, dorso, flancos e linha da barrigaPica até 20 vezes por dia; dor, perda de sangue e lesões onde se agrupa; dermatite da linha ventralSeparar cavalo de gado e de esterco bovino; repelente; capa
Maruim (Culicoides)Crina, rabo, dorso e barrigaCoceira intensa; alergia à saliva (hipersensibilidade à picada de inseto): o cavalo se esfrega, arranca pelo, a pele engrossaBaia do fim da tarde ao início da manhã; ventilador; tela fina; capa com pescoço; repelente
Borrachudo (Simulium)Dentro das orelhas, cabeça, pescoço e barrigaPicada muito dolorosa; vergões e crostas; provável vetor do papilomavírus das placas auricularesBaia de manhã cedo e no fim da tarde; máscara com orelha; repelente em creme nas orelhas
Mosca dos ovos amarelos (Gasterophilus, bot fly)Cola ovos nos pelos das patas dianteiras, queixo e lábiosLarvas entram pela boca quando o cavalo se lambe e vão ao estômago; feridas na boca e no estômago; a mosca assusta o cavaloRetirar os ovos dos pelos; vermifugação conforme o veterinário

As que picam e tiram sangue: mosca-de-estábulo, mutuca e mosca-dos-chifres

A mosca-de-estábulo prefere o cavalo. Fica pouco tempo no animal e se alimenta uma ou duas vezes por dia, mas cada picada fura a pele e sangra livremente. As larvas crescem em feno misturado com urina e fezes e em matéria orgânica em decomposição; no Brasil, cocho molhado de chuva e cama úmida são o berçário. A limpeza responde pela maior parte do controle.

A mutuca é a “mosca de cavalo” grande, de dois a três centímetros, e a mais difícil de controlar entre as sugadoras de sangue. Só a fêmea pica: corta a pele com peças bucais em forma de tesoura e lambe o sangue, e a ferida continua sangrando depois que ela sai, o que atrai outras moscas. Voa de dia, com sol, e cria em barro de lagoa e brejo. As fontes são diretas: repelente ajuda pouco. O que funciona é abrigo com sombra nas horas de sol, armadilha específica e piquete longe da água.

A mosca-dos-chifres é parasita do gado, mas pica o cavalo que pasta perto, até vinte vezes por dia, onde o rabo não alcança. Junto com o maruim, é associada à dermatite da linha ventral: crostas, pequenas úlceras e falha de pelo na linha do meio da barriga, em geral em vários cavalos da mesma propriedade. Separar cavalo de gado e de esterco bovino é a medida central.

As que não picam, mas vivem no olho e na ferida: mosca doméstica e Habronema

A mosca doméstica não suga sangue: come secreções e espalha bactérias. A mosca-da-face come lágrima, saliva e muco, e as pequenas espinhas das peças bucais irritam o olho, o que aumenta o lacrimejamento e atrai mais moscas.

O pior é o que elas carregam. As larvas do Habronema saem da mosca enquanto ela se alimenta em uma ferida preexistente ou na umidade dos olhos e da genitália. O resultado são granulomas ulcerados que não fecham, com grânulos amarelos do tamanho de grão de arroz, nos cantos da boca, no canto interno do olho e no pênis. A mosca-de-estábulo também é hospedeira do parasita. O quadro está em habronemose em cavalos; a prevenção é controle das moscas, esterco recolhido, máscara e ferida limpa e coberta, como em o que passar em ferida de cavalo.

Maruim, borrachudo e a mosca dos ovos amarelos: os pequenos que deixam as maiores marcas

O maruim (Culicoides) atravessa tela comum e ataca antes e durante o entardecer, nos meses quentes, na crina, no rabo e na barriga. O estrago vem da alergia às proteínas da saliva: a hipersensibilidade à picada de inseto causa coceira intensa, urticária, crostas, pele engrossada e falha de pelo. Não tem cura; o manejo é para a vida toda e consiste em reduzir a exposição com baia nos horários de pico, capa com pescoço, máscara, ventilador (o maruim voa mal), tela fina e repelente. Se o seu cavalo se coça sem parar, leia cavalo se coçando muito.

O borrachudo (Simulium) cria em água corrente, ataca de manhã e no fim da tarde e entra nas orelhas. As peças bucais serrilhadas tornam a picada mais dolorosa e mais propensa a inflamar, e ele é o provável vetor do papilomavírus das placas auriculares: placas brancas e ásperas dentro da orelha, quase sempre nas duas, que não regridem sozinhas. Prevenção: repelente aplicado com frequência e baia nos horários da mosca.

Gasterophilus, a bot fly, que muita gente chama de mosca-do-berne, tem tamanho de abelha e ronda o cavalo em arrancos, o que o assusta. A fêmea cola ovos amarelos de um a dois milímetros nos pelos das patas dianteiras e, conforme a espécie, do queixo e dos lábios. Eclodem com o calor e a umidade da língua quando o cavalo se lambe; a larva passa semanas na boca e depois se fixa no estômago, onde causa feridas e ulceração, muitas vezes sem sinal nenhum. Retirar os ovos é a parte do dono; a vermifugação e o momento dela são do veterinário.

Como proteger o cavalo em camadas, passo a passo

  • Ambiente. Esterco, cama molhada, feno com urina, ração derramada e água parada são berçário de mosca doméstica, mosca-de-estábulo e maruim. Retire todo dia, cuide da drenagem e coloque ventilador na baia.
  • Horário. Mutuca ataca de dia, com sol: garanta sombra ou abrigo no piquete. Maruim e borrachudo atacam no entardecer e no amanhecer: cavalo sensível fica na baia do fim da tarde ao início da manhã.
  • Barreira física. Máscara com orelha, capa de tela para dorso e barriga, proteção de pernas contra a mosca-de-estábulo.
  • Repelente sem álcool de longa duração. Spray no corpo e nos lugares onde o cavalo fica; creme na face, no contorno dos olhos, nas orelhas e na barriga. Suor e chuva degradam repelente: reaplique depois de treino e temporal.
  • Pele íntegra e limpa. Mosca pousa onde há secreção e ferida. Limpe face, canelas e dobras todo dia entre banhos com limpador sem enxágue, mantenha ferida limpa e coberta e tire os ovos amarelos dos pelos assim que aparecerem.
  • Observação diária. Bater o pé, esfregar a crina, sangue na barriga, ferida no canto do olho e placa na orelha mostram qual mosca está atacando e qual camada falhou.

O que esperar do repelente e onde aplicar cada tipo

Repelente da EQUI’B é dermocosmético com registro no MAPA. Ele repele e reduz a exposição do cavalo às moscas; não elimina a mosca da propriedade nem evita doença, e não substitui ambiente limpo, barreira física e veterinário. O Bye Flys Spray é a camada para o corpo e para os ambientes onde o cavalo fica: sem álcool, sem ardência, com citronela, babaçu, andiroba e copaíba e mais de oito horas de tranquilidade. Na face e nas orelhas, aplique com pano ou esponja, evitando olhos e mucosas.

O Bye Flys Creme tem liberação gradual e é seguro na face, ao redor dos olhos e nas orelhas, justamente onde mosca doméstica, borrachudo e maruim insistem. Os dois contêm óleos essenciais: faça o patch test em pele limpa e, se houver irritação, interrompa e consulte o veterinário. Entre banhos, o So Nice & Bright limpa face, canelas e dobras sem molhar o cavalo inteiro e neutraliza odor de suor, cama e urina.

Quando chamar o veterinário

Chame diante de ferida que não fecha e solta grânulos amarelos (suspeita de habronemose); coceira intensa com pelo arrancado e pele engrossada na crina, no rabo ou na barriga; placas brancas dentro da orelha; urticária; olho lacrimejando, inchado ou com secreção; picada que inflamou ou infeccionou; ataque em massa de mutuca com o cavalo apático; muitos ovos de Gasterophilus. Tudo isso é diagnóstico e tratamento, e dermocosmético não faz nenhum dos dois.

Referências

Recomendados EQUI’B para mosca de cavalo

Perguntas frequentes sobre mosca de cavalo

Qual é a mosca de cavalo que mais machuca?

Em dor e sangue, a mutuca: corta a pele, a ferida continua sangrando depois que ela sai e ataques em massa causam perda de sangue importante. Em estrago na pele ao longo do tempo, o maruim, porque a alergia à picada faz o cavalo se esfregar até arrancar pelo.

Repelente resolve a mutuca?

As fontes veterinárias são claras: repelente ajuda pouco contra a mutuca, a mais difícil de controlar entre as moscas que sugam sangue. Sombra nas horas de sol, armadilhas e piquete longe de brejo e lagoa são as camadas que fazem diferença.

O que são os pontinhos amarelos nos pelos da perna do cavalo?

Quase sempre são ovos de Gasterophilus, a bot fly, colados sobretudo nos pelos das patas dianteiras. Eclodem quando o cavalo se lambe e a larva vai parar no estômago. Retire os ovos e converse com o veterinário sobre a vermifugação.

Cavalo se esfregando na cerca e arrancando a crina é mosca?

Coceira intensa na crina, no rabo e na barriga nos meses quentes, com pelo arrancado e pele engrossada, é o quadro típico da hipersensibilidade à picada do maruim. O diagnóstico é do veterinário. Enquanto isso, reduza a exposição: baia no entardecer, capa, ventilador e repelente.

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