Dermatite de quartela em cavalos (frieiras): causas, riscos e o manejo correto

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Em resumo

  • Dermatite de quartela — a frieira do cavalo — é a inflamação da pele logo acima do casco. Começa quando umidade constante, atrito e produto errado rompem a barreira cutânea.
  • As causas somam: a água do banho e da ducha que escorre e se acumula na quartela (um dos últimos pontos do corpo a secar), botas de gelo e cloches abafando, lama, abrasão e sujidade de pista, bactérias infiltrando da cama da baia — e o sabão de coco, que decapa o manto e entrega a pele macerada aos microrganismos.
  • Na pele macerada entram Staphylococcus aureus e Dermatophilus congolensis: lesões doloridas e recorrentes, que podem evoluir para piodermite profunda, celulite ou linfangite.
  • Iodo, clorexidina, álcool e água sanitária pioram: são citotóxicos, matam as células que regeneram a pele. Arrancar crosta também. O caminho é limpar com tensoativo suave, secar de propósito e restaurar a barreira.

Neste artigo

No clima brasileiro — chuva, piso encharcado, calor — a frieira é das lesões de pele mais comuns do cavalo, e das que mais pioram com tratamento errado. O paradoxo dela cabe numa frase: os produtos “fortes” do armário, os que ardem, são exatamente os que atrasam a cura. Abaixo, o que causa, como reconhecer cedo e o manejo que funciona. (Lá fora o quadro aparece como mud fever; por aqui, o nome de cocheira é frieira mesmo.)

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O que causa a dermatite de quartela?

O rompimento da barreira cutânea — e ele raramente tem uma causa só. A quartela vive no pior endereço do corpo: é para lá que escorre toda a água do banho e da ducha, e é um dos últimos pontos a secar; é ela que raspa na areia e na sujidade da pista; é ela que passa a noite em contato com a cama da baia, de onde infiltram bactérias; e é nela que ficam horas de bota de gelo e cloche abafando. Some o erro de produto — sabão de coco e outros decapantes, que removem o manto hidrolipídico da região — e a pele macerada cede: por ela entram Staphylococcus aureus e Dermatophilus congolensis, transformando irritação em lesão dolorida e recorrente. A definição que orienta todo o resto: dermatite de quartela é uma dermatite de barreira. Trate a barreira e você trata a causa; ataque só o micróbio e ela volta.

Como identificar a frieira no início?

Pele avermelhada e sensível na quartela, crostas pequenas e aderidas, fissuras, secreção amarelada ou com odor. Dor ao toque chega cedo; claudicação já é quadro avançado. O hábito que muda o jogo custa dez segundos: olhar e passar a mão na quartela todos os dias — principalmente na época de chuva, em rotina de ducha diária e em semana de prova.

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Por que iodo, clorexidina e sabão pioram a frieira?

Porque são citotóxicos: danificam queratinócitos e fibroblastos, as células que reconstroem a pele. O resultado da “força” é cicatrização mais lenta, pele mais sensível e recidiva. E não arranque as crostas: crosta é curativo biológico, não sujeira — removê-la à força reabre a ferida e prolonga a inflamação.

Qual é o manejo correto da dermatite de quartela?

Três frentes, sem antisséptico agressivo. Limpeza fisiológica: limpar de verdade sem ferir, com tensoativo suave — é o papel do FreshFeet na rotina de solas, ranilhas e quartelas, reduzindo a carga microbiana sem esterilizar a pele. Secagem de propósito: como a quartela é dos últimos pontos a secar, ela não seca sozinha em tempo útil — toalha na região depois de banho, ducha e chuva; bota de gelo e cloche só sobre pele seca; cama seca e ventilada. Restauração da barreira: o Balm Derma Butter recompõe o manto e cria filme protetor na pele castigada, fechando o ciclo que a maceração abriu.

A dermocosmética integra o cuidado, mas não substitui o veterinário: dor, calor ou inchaço no membro, secreção purulenta, crostas que não cicatrizam ou claudicação pedem avaliação profissional.

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Perguntas frequentes

O que é dermatite de quartela (frieira)?

É a inflamação da pele logo acima dos cascos, o *mud fever*. Começa quando a barreira cutânea se rompe por umidade, atrito e limpeza insuficiente, permitindo que bactérias penetrem e causem crostas.

Posso usar iodo ou clorexidina na quartela?

Não é o recomendado. São citotóxicos: destroem os queratinócitos e fibroblastos que regeneram a pele, atrasando a cicatrização. O caminho é limpar com tensoativos suaves e restaurar a barreira.

Devo arrancar as crostas da quartela?

Não. As crostas fazem parte da cura; arrancá-las reabre a ferida e prolonga a inflamação. Limpe suavemente ao redor e deixe que se soltem sozinhas.

Como prevenir a frieira?

Controlando a umidade e mantendo a higiene fisiológica: secar bem a região, evitar proteções úmidas, manter cama e baia secas e higienizar solas, ranilhas e quartela com um produto que respeite o pH.

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