O que atrai mosca no cavalo (e o manejo que ajuda)

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Em resumo

  • Mosca demais quase nunca é azar: é sinal de criadouro perto. Elas põem ovos e se multiplicam em esterco, urina, cama úmida, restos de ração e água parada.
  • O controle de verdade começa no ambiente: recolher esterco todos os dias, manter cocho e bebedouro limpos, cama seca e a esterqueira longe e bem manejada. Isso derruba a população antes de ela nascer.
  • O repelente é a camada de cima, a proteção do cavalo depois que o ambiente já foi cuidado. Repelente sozinho, com criadouro do lado, é enxugar gelo.
  • Mosca não é só incômodo: ela pousa em ferida e olho, transmite doença e piora quadros de alergia à picada. Controlar mosca é cuidado de saúde, não só de conforto.

Neste artigo

Todo verão a mesma cena: a nuvem de moscas em cima do cavalo, o rabo batendo sem parar, o olho lacrimejando de tanta mosca pousando. A reação natural é correr para o repelente, e ele tem o seu papel, mas se as moscas voltam em minutos é porque estamos combatendo o efeito e deixando a causa intacta. A pergunta certa não é só “o que passo no cavalo?”, é “o que está atraindo tanta mosca para cá?”. Responder isso muda o jogo.

O melhor antimosca, contado por quem mais entende

O que atrai mosca para o cavalo?

Comida e lugar para se reproduzir, e a o haras oferece os dois de sobra se a gente deixar. As moscas são atraídas e se multiplicam em matéria orgânica em decomposição: o esterco é o criadouro número um, seguido de urina e cama encharcada, restos de ração e feno no cocho, melaço e ração doce expostos, lixo orgânico e qualquer água parada. Some a isso o que atrai a mosca para o corpo do cavalo em si: o suor, a umidade, as secreções do olho e, principalmente, as feridas. Onde há esterco acumulado e cocho sujo, não existe repelente que dê conta, porque a cada mosca espantada nascem outras dez ali do lado.

Como acabar (ou diminuir) com a mosca na baia e no piquete?

Atacando o criadouro, que é onde está a multiplicação. As medidas são simples, o que pesa é a constância:

1. Recolha o esterco todos os dias, da baia e, na medida do possível, das áreas de maior uso do piquete e pistas. É a ação que mais derruba a população de moscas.

2. Mantenha a esterqueira longe dos cavalos e bem manejada (coberta, compostada), não amontoada ao lado da cocheira.

3. Cocho e bebedouro sempre limpos, sem sobra de ração fermentando nem água parada e suja.

4. Cama seca: umidade e urina acumulada viram criadouro; forragem trocada e piso que drena bem ajudam muito. E nem pense que só trocar a serragem por cima resolve, a cama tem que ser trocada com frequência e a baia higienizada.

5. Elimine focos de água parada (baldes esquecidos, poças, lavadores, ralos e calhas entupidas).

6. Some ferramentas de controle: armadilhas de mosca, telas nas janelas, ventiladores (mosca voa mal no vento) e controle ambiental supervisionado pelo agrônomo, onde fizer sentido. Esse conjunto reduz a mosca na origem, e é o que o repelente sozinho nunca faz.

Moscas nos olhos e na cabeça: o antes e depois

O repelente ainda é necessário?

Sim, e muito, mas sozinho tem seu limite. Depois de cuidar do ambiente, o repelente é a proteção que dá mais conforto para o cavalo: no trabalho, no piquete, na viagem e na prova, onde você não controla o entorno. O ponto é a ordem, o manejo soma e o repelente completa; um não substitui o outro.

E aqui cabe um aviso sobre um clássico do meio: muita gente aposta na citronela porque a ideia de repelente natural até agrada. Mas nem sempre resultado é efetivo: fixação, fórmula sem álcool que resseca a pele, e ativos na concentração certa, seguros. Um repelente bem formulado, como o Repelente Dermo Cuidado da EQUI’B, entrega essa proteção prolongada para o cavalo e ainda hidrata e protege a pele de verdade.

Mosca demais é só incômodo?

Não, e é por isso que vale levar a sério. Além do estresse óbvio (cavalo que não descansa, não come em paz, bate o rabo o dia inteiro), a mosca é vetor de doenças: ela pousa em ferida, em secreção e no olho, carregando sujeira e micro-organismos de um animal para outro, e está ligada a problemas de olho e de pele.

Para o cavalo alérgico à picada de insetos, então, o excesso de mosca e mosquito é o gatilho direto de dermatites que podem se tornar crônicas, como aquela coceira intensa na crina e na base da cauda.

Controlar mosca, é controlar doença, desconforto e alergia de uma vez só.

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Perguntas frequentes

O que atrai mosca para o cavalo?

Matéria orgânica em decomposição, esterco (o criadouro número um), urina e cama úmida, restos de ração, melaço, lixo e água parada, além do suor, das secreções do olho e das feridas do próprio cavalo.

Como acabar com mosca na baia?

Recolhendo esterco todos os dias, mantendo a esterqueira longe e bem manejada, cocho e bebedouro limpos, cama seca e sem água parada, e somando armadilhas, telas e ventiladores. Reduzir o criadouro é o que reduz a mosca na origem.

Repelente em spray resolve o problema das moscas?

Repelente protege o cavalo, mas não elimina o criadouro. Se as moscas voltam em minutos, o foco está no ambiente. O manejo derruba a população e o repelente completa a proteção; um não substitui o outro.

Mosca no cavalo transmite doença?

Sim. A mosca pousa em ferida, secreção e olho e transporta micro-organismos, ligada a problemas de olho e de pele, e o excesso de mosca e mosquito é gatilho da dermatite no cavalo alérgico.

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